domingo, 18 de setembro de 2011

POR QUE É IMPORTANTE ESTUDAR OS FÓSSEIS?



Eles são os restos de animais e vegetais que, por diversas razões, ficaram conservados em rochas por milhares, ou, até mesmo, milhões de anos. Sim, estamos falando dos fósseis. Sempre ouvimos dizer que eles podem nos fornecer informações valiosas sobre o passado da Terra e sobre formas de vida já extintas, o que é verdade. Mas quem será que teve a idéia de estudar fósseis? Embora o filósofo grego Aristóteles e o artista italiano Leonardo da Vinci tenham identificado os fósseis como restos de animais e plantas, foi um francês chamado Jean Léopold Nicolas Frédéric Cuvier o primeiro a provar que os fósseis guardam muitas informações.
             Cuvier nasceu em 1769 e desde pequeno era apaixonado pela ciência ligada ao conhecimento da natureza, a História Natural. Gostava especialmente dos fósseis, que eram pouco estudados e ninguém sabia direito de onde vinham. Pensava-se que eram apenas ossos de animais conhecidos, como leões, elefantes e girafas, ou de animais desconhecidos que ainda poderiam viver em regiões inexploradas. Mas Cuvier suspeitava de que alguns ossos tão esquisitos não deviam ser de qualquer bicho que ainda pudesse ser encontrado vivo.
Com sua curiosidade de pesquisador, Cuvier partiu para a investigação. Ele pegou ossos de elefantes que ainda vivem na África e no sul da Ásia, e outros ossos encontrados em regiões onde ninguém nunca tinha visto um elefante vivo na natureza, como na Europa. Comparou os ossos uns aos outros com extrema minúcia e fez algumas descobertas impressionantes. Primeiro, ele percebeu que o elefante africano e o asiático, que todo mundo pensava serem iguais, eram, na verdade, espécies diferentes. Depois concluiu que os fósseis encontrados em locais onde não há elefantes hoje em dia, como na Europa, pertenciam, com certeza, a um terceiro tipo de elefante diferente e desconhecido.
Cuvier chamou o novo elefante de mamute e afirmou que ele estava extinto, porque era um animal muito grande, e seria impossível que ainda vivesse em algum sem ser visto por alguém. O cientista francês acreditava que, periodicamente, nosso planeta passava por eventos naturais que causavam a extinção de espécies. Em um desses eventos, segundo ele, os mamutes teriam desaparecido.
O trabalho desse francês abriu os olhos dos cientistas para a grande importância de se pesquisar os fósseis: eles permitem o estudo de espécies que não habitam mais a Terra, ou seja, espécies extintas. Não é à toa que hoje Cuvier é considerado o pai da Paleontologia, ciência que estuda o passado da Terra, e que tem os fósseis como principal ferramenta!


VIVAAAA!!! NOSSA TURMA TEM MAIS UM EXPERIMENTO PUBLICADO NA CASA DE CURIOSO!!

Não se esqueçam de acesssar o link abaixo e "curtir o experimento". Cada "curtição" vale 1 ponto. Nossa turma, até o momento já tem 933 pontos (sendo 63 pontos de curtição!!). Então, nosso sucesso já está garantido, porém a nossa fama depende de voces. BJOOOOSSS!!

Link: http://www.casadecurioso.com.br/experimentoDetalhado.php?cod=209

terça-feira, 19 de julho de 2011

FINALMENTE NOSSO EXPERIMENTO SOBRE O FOGUETE FOI PUBLICADO!!!

QUERIDOS ALUNOS, NOSSO EXPERIMENTO ESTÁ PUBLICADO NO SITE DA REVISTA CHC!
NÃO DEIXEM DE ACESSÁ-LO E  DE "CURTIR" O EXPERIMENTO, POIS ASSIM NOSSA ESCOLA CONTINUARÁ GANHANDO PONTINHOS!!
ATÉ O MOMENTO JÁ TEMOS 657 PONTOS! MAS QUEREMOS MAIS, NÃO É?
ENTÃO, NÃO DEIXEM DE ACESSAR O SEGUINTE LINK:

ESSE É O ENDEREÇO DO NOSSO EXPERIMENTO PESSOAL. EMBAIXO DO VÍDEO, NO LADO DIREITO, APARECERÁ A FRASE " CURTIR O EXPERIMENTO". QUANTO MAIS PESSOAS O "CURTIREM", MELHOR!!
BEIJÃO E ATÉ A PRÓXIMA!


Nossas diferentes lagartas na sala de aula!!! Queridos alunos e professores, não deixem de comentar o que viram, sentiram e aprenderam com essa experiência, ok?

















quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lembram do coelhinho branquinho? Mas nem todos são assim! Conheçam um coelhinho diferente lendo mais um artigo da CHC de Abril de 2010! E adivinhe só! Ele também está em extinção.






























Muito prazer, eu sou o tapiti!

Nessa Páscoa, conheça uma espécie de coelho diferente, encontrada em várias partes do Brasil

Bicho de hábitos noturnos, o tapiti é menor do que as espécies de coelho mais conhecidas, como a lebre europeia. Seus olhos são escuros, mas, nesta imagem, parecem vermelhos por causa do flash da máquina fotográfica (foto: Luciano Leone).
Nem olhos vermelhos, nem pelo branquinho. Mas, ainda assim, ele é coelhinho! Habitante de florestas da América Central e do Sul, o tapiti é uma espécie de coelho pouco conhecida. Mesmo sendo encontrado em várias partes do Brasil, esse animal pequeno, de cor castanha com tons alaranjados, olhos escuros e orelhas curtas não é famoso a ponto de receber pedidos de ovos de Páscoa. Apesar disso, vale a pena conhecê-lo!

Bicho de hábitos noturnos, o tapiti faz a sua própria toca escavando o solo. Ali tem seus filhotes, que nascem frágeis, sem pelos e de olhos fechados. A cada gestação, a mamãe tapiti tem, em geral, quatro coelhos e, para eles, prepara um ninho macio, feito com vegetação e com o seu próprio pelo. Um lar confortável e, principalmente, seguro para os pequenos tapitis. Afinal, nunca se sabe quando alguns dos predadores da espécie, como a jaguatirica e o lobo-guará, estarão à espreita, não é mesmo?

Em risco

A má notícia, porém, é que os tapitis estão desaparecendo de várias regiões do país. “Com a destruição de florestas e outros tipos de vegetação nativa, para uso na agricultura e criação de animais domésticos, os ambientes do tapiti têm sido devastados”, conta o médico veterinário Walfrido Tomas, pesquisador da Embrapa do Pantanal. Assim, é cada vez mais difícil observar os tapitis ao longo de estradas durante a noite.

Mas não se engane: apesar de nem sempre ser fácil encontrar esses bichos, ainda existem muitos pelo Brasil. Se você der a sorte de cruzar com um deles antes do domingo de Páscoa, pode experimentar pedir um ovo de chocolate. Como o tapiti só se alimenta de capim, brotos e frutos, aposto que não se importaria em dar a você um doce desse tipo que encontrasse dando sopa por aí!

Debora Antunes
Instituto Ciência Hoje/RJ